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Rapidinhas

green_lantern_posters_1Interessante. Fosse lançado há alguns anos, Lanterna Verde provavelmente seria visto como um bom filme. Há apenas uma grande falha em sua narrativa – o tratamento ruim dado aos vilões –; de uma forma geral, o filme é correto. Não é um grande exemplar, mas não chega a comprometer. Entretanto, é difícil aceitar um filme apenas correto e sem qualquer adição ao gênero [se assim podem ser considerados os filmes de super-herói] depois que X-men 2, Homem-aranha 2, O cavaleiro das trevas e Os incríveis fizeram, cada um a seu modo, uma melhora significativa na estrutura básica dessas narrativas. Soa ingênuo e burocrático o arco de transformação de Hal Jordan em super-herói. Todo o começo do filme parece mais cumprimento de tabela do que de fato algo relevante a ser construído.

 Lanterna Verde (Green Lantern, Martin Campbell – 2011) - **

 

the-tree-of-life-posterDepois de sofrer as mais terríveis provações e ter sido acusado de pecador por seus amigos, Jó finalmente ouve a voz de Deus em meio de uma tempestade. A voz divina, após passar por quase todo o Livro de Jó ausente das discussões dos personagens, volta-se para o protagonista e mostra para o servo toda a imensidão do poder cósmico que Deus possui. É justamente um trecho desse discurso, dessa exposição, que abre A árvore da vida. O tom do discurso divino se concentra na pequenez do homem; na criação do universo, no desenrolar dos anos o homem não esteve presente, apenas Deus testemunhou todos os acontecimentos possíveis e impossíveis. Assim, Jó se humilha, reconhecendo que ao homem não cabe o conhecimento acerca da vida e da criação. A árvore da vida parece se voltar para a compreensão que o personagem de Sean Penn tem da criação: ela é possível de ser percebida pelo homem ao longo de sua vida, de sua passagem ínfima pelo planeta. Ínfima, mas resultante de milhões de anos de evolução. Afinal, se tudo foi criado pelo sagrado, a conclusão mais óbvia é que o sagrado é perceptível e palpável nas menores e aparentemente menos significativas coisas. Se por um lado o filme pode soar arrastado, por outro se apresenta desde o início como algo que não rejeita a possibilidade do sagrado em sua organização narrativa, o que, nos tempos cínicos de hoje, é no mínimo interessante.

A árvore da vida (The tree of life, Terrence Malick  – 2011) – ****

 

super-8-poster

Super 8 é um filme que emula com competência as produções dos anos 80 cujo status de clássico vem sendo forjado nos últimos anos [por motivos óbvios]. Há o clima de Os goonies que permeia as relações entre as crianças, mas há também o fato de o filme ser produto do agora. Assim, J. J. Abrams filma as explosões inevitáveis com uma câmera que lembra muito não os filmes de trinta, vinte anos atrás, mas aqueles do ano passado. Essa mescla de estilos resulta em um filme que sim, possui inúmeras cenas de ação com montagem dos anos 2000 mas também possui um intimismo sempre muito bem vindo. No final das contas, assim como Harry Potter, Super 8 é um filme de passagem, é um filme sobre o contínuo processo de amadurecimento de seu protagonista. E é justamente por esse motivo [a delicadeza com a qual o protagonista é encarado] que os defeitos em relação a outros personagens soam tão mal; o contraste é enorme. Mas Elle Fanning e Joe Courtney carregam com segurança todos os acontecimentos da narrativa.

Super 8 (Idem, J. J. Abrams – 2011) – ****

CategoriasFilmes
  1. agosto 29, 2011 às 12:05 pm | #1

    Lanterna e Ávore ainda não vi, mas achei Super 8 bem mediano.
    Não sei se estava com muitas expectativas, afinal, estamos falando de J.J Abrams, mas sim, esperava mais!
    O roteiro é bonitinho e bem amarradinho, os efeitos são bons (a cena do trem é MARAVILHOSA), imagino que a mixagem de som seja boa (pq no cinema que assisti o som não estava bom e tenho certeza que o Dolby daquela desgraça estava desligado), mas achei muito “Os Goonies encontram com E.T”. Tá na hora do J.J mudar a abordagem que tem sobre monstros, ou vai acabar virando um Shyamalan da vida, que só faz a mesma coisa sempre!
    AMO J.J, confio nele, mas acho que nesse ele podia ter se saído muito melhor!

    Em tempo, me bate por não ter percebido que a Elle é irmã da minha diva “mirim” Dakota? :D

  2. Fabiana Marsaro
    agosto 29, 2011 às 12:23 pm | #2

    preciso assistir super 8!

  3. janeiro 22, 2012 às 6:38 pm | #3

    Oi Rômulo, Mandei um email pra vc sobre o bate-blog, não sei se viu. Seu email ainda é o romulo1988? Abs!

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