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	<title>Luz, Câmera e Tesão</title>
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	<description>Sempre um orgasmo... cinematográfico.</description>
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		<title>Luz, Câmera e Tesão</title>
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		<title>Teeth &#8211; A Vagina Dentada</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 19:08:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rahru</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Mitchell Lichtenstein opõe, em Teeth &#8211; A Vagina Dentada, duas forças tremendas. A inocência da protagonista portadora do órgão-título, Dawn (Jess Weixler), torna a fúria do roteiro um feito inimaginável. Não há resquícios dos encontros mais comuns entre criatura afável e corrupção bruta: linda garota destruída pela maldade, alheia à maldade ou salva da maldade. Aqui, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luzcameraetesao.wordpress.com&amp;blog=8742701&amp;post=592&amp;subd=luzcameraetesao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2012/01/teeth-movie.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-593" title="teeth-movie" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2012/01/teeth-movie.jpg?w=600" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Mitchell Lichtenstein opõe, em <strong>Teeth &#8211; A Vagina Dentada</strong>, duas forças tremendas. A inocência da protagonista portadora do órgão-título, Dawn (Jess Weixler), torna a fúria do roteiro um feito inimaginável. Não há resquícios dos encontros mais comuns entre criatura afável e corrupção bruta: linda garota destruída pela maldade, alheia à maldade ou salva da maldade. Aqui, a linda garota se livra da opressão por conta própria, em uma proposta também já conhecida – especialmente em finais-surpresa de fitas de terror vagabundas. O grande diferencial é como a ingenuidade de Dawn resiste até o último minuto de projeção, mesmo depois de ter embarcado em uma vendeta contra o irmão. Aqueles segundos de hesitação e choque perante o idoso que lhe deu carona, quando tudo indicava que os homens já haviam sido entendidos como intrinsecamente vis, fazem toda a diferença.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-592"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Entre as semelhanças, a mais direta está em <strong>Possuída </strong>(<em>Ginger Snaps</em>, no original), que trazia uma adolescente às voltas com a puberdade e com a lenta transformação em uma fera licantropa. Sua derrocada à irracionalidade e seus desejos alterados, porém, relativizam a comparação. A protagonista do filme de Lichtenstein logo já está ciente do que pode fazer, e até o último momento passa pela <em>incerteza</em> de colocar seu mecanismo de defesa em prática ou não. É dessa forma que a obra consegue manter sua revolta sem que a personagem se encaixe nas fórmulas já citadas. Por mais que não saia decepando pênis intencionalmente, ela decepa pênis de qualquer maneira. Ela não está conscientemente no controle da situação, como uma menininha fofa que se revela para o espectador como um demônio sanguinário – outro paralelo pode ser traçado com <strong>MeninaMá.Com</strong> –, mas tem o poder para tal. O impacto psicológico e emocional em Dawn parece estar sempre presente, mesmo quando passa do absoluto horror (Tobey) para a quase fadiga de encarar um círculo vicioso (o velho no final).</p>
<p style="text-align:justify;">O cineasta dialoga muito bem com os temas mais berrantes do horror. Basta perceber como a origem mitológica da “vagina dentata” ganha valor irônico com a música tribal que toca em determinadas sequências e nos gritos do ginecologista – que, vale dizer, carrega um sutil chauvinismo que quase todos os outros personagens masculinos apresentam sem meios-tons. A velha história da mutação gerada por produtos químicos ou radioativos é outro exemplo, limitando-se aos igualmente cômicos créditos iniciais, que ilustram bem a fórmula inocência versus ameaça, e às formas das usinas desenhadas contra o horizonte. Aliás, o constante flerte com o “terrir” mostra conhecimento do gênero e respeito a seus melhores exemplares. Ainda mais interessante é como a cena-de-apresentação serve não apenas para esse fim declarado, mas também para estender a tensão do encontro fatídico entre Dawn e o irmão.</p>
<p style="text-align:justify;">Talvez o mais marcante em <strong>Teeth &#8211; A Vagina Dentada</strong> é como os extremos são trabalhados, não apenas no tocante ao roteiro mas à construção cênica de Lichtenstein. As cenas de decepamento são alongadas ao máximo, mas não falham em mostrar os falos e os tocos ensangüentados na virilha dos agressores. A disposição em passar de um extremo ao outro sem ignorar as gradações, da beatice à descoberta sexual e à represália anti-misógina, é o que mais marca o filme, um belíssimo exemplo de como um gênero pode ser reavivado com uma ótima idéia e uma dose equivalente de competência.</p>
<p><em><strong>(Teeth, 2007, EUA. Dir.: Mitchell Lichtenstein. 94 minutos.)</strong></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luzcameraetesao.wordpress.com/592/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luzcameraetesao.wordpress.com/592/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luzcameraetesao.wordpress.com/592/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luzcameraetesao.wordpress.com/592/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/luzcameraetesao.wordpress.com/592/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/luzcameraetesao.wordpress.com/592/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/luzcameraetesao.wordpress.com/592/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/luzcameraetesao.wordpress.com/592/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luzcameraetesao.wordpress.com/592/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luzcameraetesao.wordpress.com/592/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luzcameraetesao.wordpress.com/592/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luzcameraetesao.wordpress.com/592/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luzcameraetesao.wordpress.com/592/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luzcameraetesao.wordpress.com/592/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luzcameraetesao.wordpress.com&amp;blog=8742701&amp;post=592&amp;subd=luzcameraetesao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Melhores de 2011</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 21:53:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rômulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Top]]></category>

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		<description><![CDATA[Rapidamente, os melhores filmes que estrearam no Brasil em 2011 – e que eu vi [observação importante, uma vez que eu não vi muitos filmes. Obrigado, vida atarefada]. 1 – Pânico 4/Cópia Fiel Dois filmes que estrearam aqui no Brasil mais ou menos no mesmo período e que, cada um a seu modo, fazem refletir [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luzcameraetesao.wordpress.com&amp;blog=8742701&amp;post=582&amp;subd=luzcameraetesao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Rapidamente, os melhores filmes que estrearam no Brasil em 2011 – e que eu vi [observação importante, uma vez que eu não vi muitos filmes. Obrigado, vida atarefada].</p>
<p><span id="more-582"></span>
<p align="center"><strong>1 – Pânico 4/Cópia Fiel</strong></p>
<p align="justify"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/wallpaper-01-normal.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:left;padding-top:0;border-width:0;" title="wallpaper-01-normal" border="0" alt="wallpaper-01-normal" align="left" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/wallpaper-01-normal_thumb.jpg?w=229&#038;h=184" width="229" height="184" /></a></p>
<p> <a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/copie_conforme_ver4_xlg.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;padding-top:0;border-width:0;" title="copie_conforme_ver4_xlg" border="0" alt="copie_conforme_ver4_xlg" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/copie_conforme_ver4_xlg_thumb.jpg?w=244&#038;h=184" width="244" height="184" /></a>
<p align="justify">Dois filmes que estrearam aqui no Brasil mais ou menos no mesmo período e que, cada um a seu modo, fazem refletir sobre os meandros da representação ao trazer, dentro da narrativa, uma série de outras camadas narrativas; cenas que espelham o espectador na sala de cinema (<em>Pânico 4</em>), cenas que têm interrupções temporais e lógicas que fazem o espectador preencher as lacunas (<em>Cópia Fiel</em>). De certa forma, um filme complementa o outro. E é só mais interessante perceber que um é frequentador de altos festivais e o outro é continuação de uma das séries de maior sucesso dos anos 90.</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="center"><strong>3 – Cisne negro</strong>&#160;<a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/black-swan-poster-15102010_03.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;padding-top:0;border-width:0;" title="Black-Swan-Poster-15102010_03" border="0" alt="Black-Swan-Poster-15102010_03" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/black-swan-poster-15102010_03_thumb.jpg?w=168&#038;h=244" width="168" height="244" /></a></p>
<p align="justify">Acho que já disse o que penso sobre esse filme <a href="http://luzcameraetesao.wordpress.com/2011/02/07/cisne-negro/">aqui</a>.</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="center"><strong>4 – A pele que habito</strong></p>
<p align="justify"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/6a00d8341bfb1653ef014e5f378d30970c-800wi.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;padding-top:0;border-width:0;" title="6a00d8341bfb1653ef014e5f378d30970c-800wi" border="0" alt="6a00d8341bfb1653ef014e5f378d30970c-800wi" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/6a00d8341bfb1653ef014e5f378d30970c-800wi_thumb.jpg?w=128&#038;h=244" width="128" height="244" /></a></p>
<p align="justify">Dentro de um filme de gênero, Almodóvar trata de questões tão intensas como a construção – ou destruição, como queiram – da identidade. Afinal, o esforço que Vera faz para reencontrar sua família é apenas uma forma suavização de seu sofrimento ou é uma tentativa desesperada de voltar a ser Vicente?</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify">
<p align="justify">
<p align="justify">
<p align="center"><strong>5 – Harry Potter e as relíquias da morte – Parte II</strong></p>
<p align="justify"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/harry-potter-and-the-deathly-hallows-part-2-poster-3.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;padding-top:0;border-width:0;" title="harry-potter-and-the-deathly-hallows-part-2-poster-3" border="0" alt="harry-potter-and-the-deathly-hallows-part-2-poster-3" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/harry-potter-and-the-deathly-hallows-part-2-poster-3_thumb.jpg?w=166&#038;h=244" width="166" height="244" /></a></p>
<p align="justify">Confirmando uma tendência que se vê há algum tempo no grande cinema americano – a inserção de subtextos complexos em filmes direcionados ao público infanto-juvenil [basta ver as grandes animações dos últimos anos] – <em>Harry Potter</em> fala finalmente sobre um indivíduo cujo grande obstáculo é a aceitação da morte.</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="center"><strong>6 – Bravura indômita</strong></p>
<p align="justify"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/true_grit_movie_poster_02.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;padding-top:0;border-width:0;" title="true_grit_movie_poster_02" border="0" alt="true_grit_movie_poster_02" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/true_grit_movie_poster_02_thumb.jpg?w=158&#038;h=244" width="158" height="244" /></a></p>
<p align="justify">Os Coen realizam, aqui, talvez a gênese da sociedade que posteriormente será vista em <em>Fargo</em> e <em>Onde os fracos não têm vez</em>. Mas aqui ainda parecem existir certa lealdade e certo lirismo em alguns indivíduos, ao passo que ao redor de seus atos a selvageria começa a imperar.</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="center"><strong>7 – Meia-noite em Paris</strong></p>
<p align="justify"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/midnight-in-paris-poster.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;padding-top:0;border-width:0;" title="midnight-in-paris-poster" border="0" alt="midnight-in-paris-poster" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/midnight-in-paris-poster_thumb.jpg?w=167&#038;h=244" width="167" height="244" /></a></p>
<p align="justify">Já falei sobre o filme <a href="http://luzcameraetesao.wordpress.com/2011/06/21/meia-noite-em-paris/">aqui</a>.</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="center"><strong>8 – Um lugar qualquer</strong></p>
<p align="justify"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/somewhere-poster.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;padding-top:0;border-width:0;" title="somewhere-poster" border="0" alt="somewhere-poster" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/somewhere-poster_thumb.jpg?w=160&#038;h=244" width="160" height="244" /></a></p>
<p align="justify">É bem verdade que Sofia Coppola vem realizando o mesmo filme, com algumas variações. Mas é necessário levar em conta um filme tão delicado quanto <em>Um lugar qualquer</em> e a ausência quase que completa de acontecimentos – e é justamente essa ausência que é catalisadora da mudança do personagem de Stephen Dorff.</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify">
<p align="center"><strong>9 – Super 8</strong></p>
<p align="justify"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/super8-poster.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;padding-top:0;border-width:0;" title="Super8-poster" border="0" alt="Super8-poster" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/super8-poster_thumb.jpg?w=166&#038;h=244" width="166" height="244" /></a></p>
<p align="justify">No meio de um blockbuster sobre extraterrestres, J. J. Abrams realiza um filme sobre a infância.</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="center"><strong>10 – Margin Call – O dia antes do fim</strong></p>
<p align="justify"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/margin-call-movie-poster.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;padding-top:0;border-width:0;" title="Margin-Call-movie-poster" border="0" alt="Margin-Call-movie-poster" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/margin-call-movie-poster_thumb.jpg?w=158&#038;h=244" width="158" height="244" /></a></p>
<p align="justify">De um diretor estreante, um filme sobre a crise econômica e como ela, de fato, representa o final dos tempos para os personagens envolvidos.</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify">Aqui, as categorias:</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p><strong>Direção      <br /></strong>Pedro Almodóvar [<em>A pele que habito</em>]     <br />Darren Aronofsky [<em>Cisne negro</em>]     <br />Ethan Coen, Joel Coen [<em>Bravura indômita</em>]     <br />Abbas Kiarostami [<em>Cópia Fiel</em>]     <br />Wes Craven [<em>Pânico 4</em>]</p>
<p><strong>Ator</strong>     <br />Stephen Dorff [<em>Um lugar qualquer</em>]     <br />Christian Bale [<em>O vencedor</em>]     <br />Jeff Bridges [<em>Bravura indômita</em>]     <br />Ryan Gosling [<em>Namorados para sempre</em>]     <br />Mathieu Amalric [<em>Turnê</em>]</p>
<p><strong>Atriz      <br /></strong>Natalie Portman [<em>Cisne negro</em>]     <br />Juliette Binoche [<em>Cópia fiel</em>]     <br />Naomi Watts [<em>Jogo de poder</em>]     <br />Hailee Stainfield [<em>Bravura indômita</em>]     <br />Michelle Williams [<em>Namorados para sempre</em>]</p>
<p><strong>Ator coadjuvante</strong>     <br />Paul Bettany [<em>Margin Call - O dia antes do fim</em>]     <br />Stanley Tucci [<em>Margin Call - O dia antes do fim</em>]     <br />Jeremy Irons [<em>Margin Call - O dia antes do fim</em>]     <br />Corey Stoll [<em>Meia-noite em Paris</em>]     <br />Philip Seymour Hoffman [<em>Tudo pelo poder</em>]</p>
<p><strong>Atriz coadjuvante      <br /></strong>Elle Fanning [<em>Super 8</em>/<em>Um lugar qualquer</em>]     <br />Diane Wiest [<em>Reencontrando a felicidade</em>]     <br />Barbara Hershey [<em>Cisne negro</em>]     <br />Amy Adams [<em>O vencedor</em>]     <br />Jackie Weaver [<em>Reino animal</em>]</p>
<p><strong>Roteiro original</strong>     <br /><em>Cisne negro      <br />Cópia fiel       <br />Meia-noite em Paris       <br />Margin Call &#8211; O dia antes do fime       <br />Um lugar qualquer</em></p>
<p><strong>Roteiro adaptado      <br /></strong><em>Bravura indômita      <br />Pânico 4       <br />A pele que habito       <br />Harry Potter e as relíquias da morte &#8211; Parte II       <br />Não me abandone jamais</em></p>
<p><strong>Fotografia</strong>     <br /><em>Cisne negro      <br />Bravura indômita       <br />Inverno da alma       <br />Harry Potter e as relíquias da morte &#8211; Parte II       <br />A árvore da vida</em></p>
<p><strong>Direção de arte      <br /></strong><em>Cisne negro      <br />Bravura indômita       <br />Inverno da alma       <br />Harry Potter e as relíquias da morte &#8211; Parte II       <br />X-men: primeira classe</em></p>
<p><strong>Montagem</strong>     <br /><em>Cisne negro      <br />X-men: primeira classe       <br />Pânico 4       <br />Cópia fiel       <br />Contra o tempo/A árvore da vida</em></p>
<p><strong>Trilha sonora      <br /></strong><em>Harry Potter e as relíquias da morte &#8211; Parte II      <br />Cisne negro       <br />Bravura indômita       <br />Super 8       <br />Não me abandone jamais</em></p>
<p><strong>Figurino</strong>     <br /><em>Bravura indômita      <br />O discurso do rei       <br />X-men: primeira classe       <br />A pele que habito       <br />O vencedor</em></p>
<p><strong>Efeitos visuais </strong>[eu até colocaria <em>Harry Potter</em> aqui, mas aquele rejuvenescimento/envelhecimento…]     <br /><em>Cisne negro      <br />X-men: primeira classe       <br />A árvore da vida       <br />Super 8       <br />Contra o tempo</em></p>
<p>&#160;</p>
<p>Cenas mais marcantes:</p>
<p>A <em>Stab-a-thon </em>de <em>Pânico 4</em>. Uma cena na qual vários personagens prestam homenagem aos filmes da série <em>Stab</em> – o filme dentro do filme da série <em>Pânico</em>. Os personagens em cena reproduzem o comportamento dos próprios espectadores de <em>Pânico 4</em>.</p>
<p>A primeira quebra na narrativa de <em>Cópia Fiel</em>, no café.</p>
<p>Nina finalmente dança o cisne negro com perfeição em <em>Cisne negro</em>.</p>
<p>A fusão de planos dos rostos de Vera e Vicente em <em>A pele que habito</em>.</p>
<p>Professora McGonagall invoca as estátuas de Hogwarts a fim de proteger o castelo. Os membros da Ordem da Fênix, num esforço coletivo, conjuram uma série de feitiços de proteção.</p>
<p>A cavalgada em <em>Bravura indômita</em>.</p>
<p>O chá debaixo da água em <em>Um lugar qualquer.</em></p>
<p>Gil viaja para a Paris da década de 20 pela primeira vez à meia-noite.</p>
<p>A cena de teste de Elle Fanning em <em>Super 8.</em></p>
<p>John Tuld é chamado para resolver o problema em <em>Margin Call</em>.</p>
<p>O beijo congelado de <em>Contra o tempo</em>.</p>
<p>Nat conta para a filha como é a passagem de tempo para alguém que perdeu o filho em <em>Reencontrando a felicidade</em></p>
<p>O diálogo no corredor de <em>Turnê</em> no qual as luzes se apagam enquanto a conversa corre.</p>
<p>Carey Mulligan na cena final de <em>Não me abandone jamais.</em></p>
<p>Philip Seymour Hoffman e Ryan Gosling conversam enquanto a bandeira americana se encontra ao fundo em<em> Tudo pelo poder</em>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luzcameraetesao.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luzcameraetesao.wordpress.com/582/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luzcameraetesao.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luzcameraetesao.wordpress.com/582/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/luzcameraetesao.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/luzcameraetesao.wordpress.com/582/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/luzcameraetesao.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/luzcameraetesao.wordpress.com/582/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luzcameraetesao.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luzcameraetesao.wordpress.com/582/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luzcameraetesao.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luzcameraetesao.wordpress.com/582/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luzcameraetesao.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luzcameraetesao.wordpress.com/582/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luzcameraetesao.wordpress.com&amp;blog=8742701&amp;post=582&amp;subd=luzcameraetesao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Contágio</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 04:09:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rahru</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Contágio me passou a impressão bastante específica de que eu acabara de ver um dos filmes que melhor trabalhou a narrativa dentro de uma proposta realista. Cientistas de fato elogiaram a produção de Steven Soderbergh pelo retrato fiel de operações científicas e procedimentais que seriam realizadas durante uma pandemia como a do vírus fictício MEV-1, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luzcameraetesao.wordpress.com&amp;blog=8742701&amp;post=558&amp;subd=luzcameraetesao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/contagion-poster1.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-559" title="contagion-poster1" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/12/contagion-poster1.jpg?w=229&#038;h=339" alt="" width="229" height="339" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Contágio</strong> me passou a impressão bastante específica de que eu acabara de ver um dos filmes que melhor trabalhou a narrativa dentro de uma proposta realista. Cientistas de fato elogiaram a produção de Steven Soderbergh pelo retrato fiel de operações científicas e procedimentais que seriam realizadas durante uma pandemia como a do vírus fictício MEV-1, mas a construção narrativa me parece o feito mais impressionante aqui.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-558"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Logo de início, é bom ressaltar: a exposição domina. É uma medida interessante, pois o roteiro trata de inúmeros procedimentos, eventos e campos da sociedade &#8211; dando enfoque aos americanos, claro -, e mais do que um guia para situar o espectador em tantos núcleos, os diálogos expositivos servem para pormenorizar a reação ao vírus, seja o impacto desastroso nos ânimos e na saúde da população mundial, seja a resposta das instituições à ameaça pandêmica. A associação do realismo com a exposição permite uma visão abrangente da situação através de instantes pontuais e ocasionalmente dramáticos. E aí está a principal força do filme: a capacidade de desenvolver dramas sem torná-los centrais nem secundarizar a proporção global do acontecimento. Posto que representar um desastre através de um grupo pequeno de personagens é uma eficiente alegoria do plano macro através do micro, em <strong>Contágio</strong> o movimento é oposto, pois sua abordagem é tão abrangente que cada pormenor dramatúrgico serve para difundir dados &#8211; sejam estes informações ou efeitos sociais e emocionais na espécie humana &#8211; sobre o quadro global.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa construção está presente em diálogos ou informações incidentais, como quando se descobre que o contingente de policiais está 25% menor, que os enfermeiros entraram em greve por conta dos riscos de trabalhar em uma situação descontrolada ou quando a filha do personagem de Matt Damon pergunta onde estão os bombeiros. São pequenas partículas de apocalipse espalhadas ao longo do filme que mostram a sensibilidade de Soderbergh: apesar de não ser o fim do mundo e de os números não serem superlativos (o número de mortes nunca é confirmado, mas chega às dezenas de milhões, número ínfimo em um filme-desastre), a tensão se constrói também nesses picos de caos. Conflitos costumeiros, como o pai afastando o namorado de sua filha ou o homem dando informações privilegiadas a um ente querido, são ambivalentes, pois carregam <em>pathos</em> e até mesmo <em>ethos</em>, mas ainda comunicam a paranoia doméstica e novidades sobre a pandemia.</p>
<p style="text-align:justify;">A seleção de personagens também alimenta a visão sistemática do evento, pois o blogueiro polêmico vivido por Jude Law rompe a tensão com seu cinismo, mas personifica, em suas vorazes exposições, jogos de interesses empresariais e questões de uma população desconfiada. A música de Cliff Martinez talvez não seja a melhor escolha, já que lembra demais mais o realismo-mercadoria típico em Hollywood. É uma das poucas peças falhas do filme (assim como o posicionamento do Dia 1 no fim da projeção, um eficiente e por isso mesmo problemático choque moral), pois a pontualidade das subtramas e sua habilidosa articulação em um panorama mundial crível marca uma consciência rara perante a potência da narrativa realista.</p>
<p><em><strong>(Contagion, EUA, 2011. </strong></em><em><strong>Dir.: Steven Soderbergh. </strong></em><em><strong>106 minutos.)</strong></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luzcameraetesao.wordpress.com/558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luzcameraetesao.wordpress.com/558/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luzcameraetesao.wordpress.com/558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luzcameraetesao.wordpress.com/558/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/luzcameraetesao.wordpress.com/558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/luzcameraetesao.wordpress.com/558/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/luzcameraetesao.wordpress.com/558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/luzcameraetesao.wordpress.com/558/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luzcameraetesao.wordpress.com/558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luzcameraetesao.wordpress.com/558/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luzcameraetesao.wordpress.com/558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luzcameraetesao.wordpress.com/558/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luzcameraetesao.wordpress.com/558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luzcameraetesao.wordpress.com/558/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luzcameraetesao.wordpress.com&amp;blog=8742701&amp;post=558&amp;subd=luzcameraetesao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Atividade Paranormal</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 03:33:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rahru</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu plano era pegar uma sessão de Atividade Paranormal 3 no cinema, para aproveitar os sustos. Para isso, consegui assistir aos dois primeiros filmes da série. E o plano foi por água abaixo por pura decepção. Duas produções de terror de baixíssima qualidade serviram de aviso. Atividade Paranormal 2 repete boa parte das inconsistências do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luzcameraetesao.wordpress.com&amp;blog=8742701&amp;post=553&amp;subd=luzcameraetesao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/11/atividade-paranormal1.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-554" title="atividade-paranormal1" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/11/atividade-paranormal1.jpg?w=268&#038;h=396" alt="" width="268" height="396" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Meu plano era pegar uma sessão de Atividade Paranormal 3 no cinema, para aproveitar os sustos. Para isso, consegui assistir aos dois primeiros filmes da série. E o plano foi por água abaixo por pura decepção. Duas produções de terror de baixíssima qualidade serviram de aviso. <em>Atividade Paranormal 2</em> repete boa parte das inconsistências do anterior com um pouco menos de estupidez, então vou dar enfoque a <strong>Atividade Paranormal</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-553"></span>Casal começa a passar por eventos aparentemente sobrenaturais, arranja uma câmera para tentar desvendar o mistério e vê a situação se tornar cada vez mais macabra. E basta de “trama”. Na verdade, uma das únicas boas ideias da produção é que a mulher (Katie) já passou por experiências similares na infância, e em pouco tempo percebe que ela mesma, e não a casa, sofre com a presença de uma entidade invisível. Esse histórico, porém, não serve para preparar o terreno para o suspense. A falha – ou, poder-se-ia dizer, a omissão – parte de duas incompetências fundamentais: uma na proposta e outra na realização.</p>
<p style="text-align:justify;">O ponto de partida pseudo-documental poderia render, mas sobra “pseudo” e falta “documental”. Particularmente desconcertante é a rejeição de Katie à filmagem do marido Micah, já que essa postura tenta não só estabelecer o ambiente doméstico como íntimo demais para a presença da câmera (um valor bastante natural por si só), como também reforçar que há uma realidade ali, e ela é anterior ao registro. Essa problematização dupla da câmera é tão insistente que acaba por solapar o realismo: importa menos a naturalidade dos atores do que a menção indireta a um dia-a-dia pré-existente, que se faz necessária demais.</p>
<p style="text-align:justify;">A construção do clima, por sua vez, emperra na problemática caracterização da entidade. É perceptível que o diretor Oren Peli se inspirou em filmes que escondem suas criaturas, como <em>Tubarão</em> e <em>Alien – O 8º Passageiro</em>, mas passou por cima de um elemento simples – a ameaça. Se o grande-branco e o extraterrestre não demoram muito para comprovar o risco que representam aos personagens, o demônio aqui espera um tempo precioso para fazer algo minimamente ameaçador, opção que Peli provavelmente fez para não exagerar e assim delatar a natureza ficcional da obra. A ameaça invisível, então, não só se ausenta como figura, mas também como agente. Além disto, a claustrofobia da Nostromo e as profundezas turvas do mar inexistem, e o cenário doméstico não tem papel algum na atmosfera.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma referência clara aqui é <em>O Enigma do Mal</em>, outro roteiro sobre uma mulher que vira objeto de desejo de um ente sem forma. No filme de 82, porém, a violência das manifestações – ou seja, sua potência cinematográfica, incluindo aí a concepção e a execução das imagens – marca a perturbação em uma rotina. Já <strong><em>Atividade Paranormal</em></strong> não perturba em qualquer nível, pois não cria um ambiente estável nem consegue nele injetar instabilidade.</p>
<p><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/11/atividade-paranorcats.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-555" title="atividade paranorcats" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/11/atividade-paranorcats.jpg?w=523&#038;h=52" alt="" width="523" height="52" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><em>1 capetinha em 10.</em></p>
<p><em><strong>(Paranormal Activity, 2007, EUA. Dir.: Oren Peli. 86 minutos.)</strong></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luzcameraetesao.wordpress.com/553/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luzcameraetesao.wordpress.com/553/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luzcameraetesao.wordpress.com/553/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luzcameraetesao.wordpress.com/553/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/luzcameraetesao.wordpress.com/553/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/luzcameraetesao.wordpress.com/553/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/luzcameraetesao.wordpress.com/553/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/luzcameraetesao.wordpress.com/553/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luzcameraetesao.wordpress.com/553/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luzcameraetesao.wordpress.com/553/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luzcameraetesao.wordpress.com/553/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luzcameraetesao.wordpress.com/553/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luzcameraetesao.wordpress.com/553/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luzcameraetesao.wordpress.com/553/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luzcameraetesao.wordpress.com&amp;blog=8742701&amp;post=553&amp;subd=luzcameraetesao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Rapidinhas</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 04:02:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rômulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Interessante. Fosse lançado há alguns anos, Lanterna Verde provavelmente seria visto como um bom filme. Há apenas uma grande falha em sua narrativa – o tratamento ruim dado aos vilões –; de uma forma geral, o filme é correto. Não é um grande exemplar, mas não chega a comprometer. Entretanto, é difícil aceitar um filme [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luzcameraetesao.wordpress.com&amp;blog=8742701&amp;post=518&amp;subd=luzcameraetesao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/08/green_lantern_posters_11.jpg"><img style="background-image:none;border-bottom:0;border-left:0;padding-left:0;padding-right:0;border-top:0;border-right:0;padding-top:0;" title="green_lantern_posters_1" border="0" alt="green_lantern_posters_1" align="left" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/08/green_lantern_posters_1_thumb1.jpg?w=224&#038;h=168" width="224" height="168" /></a>Interessante. Fosse lançado há alguns anos, <em>Lanterna Verde </em>provavelmente<em> </em>seria visto como um bom filme. Há apenas uma grande falha em sua narrativa – o tratamento ruim dado aos vilões –; de uma forma geral, o filme é correto. Não é um grande exemplar, mas não chega a comprometer. Entretanto, é difícil aceitar um filme apenas correto e sem qualquer adição ao gênero [se assim podem ser considerados os filmes de super-herói] depois que <em>X-men 2</em>, <em>Homem-aranha 2</em>, <em>O cavaleiro das trevas</em> e<em> Os incríveis</em> fizeram, cada um a seu modo, uma melhora significativa na estrutura básica dessas narrativas. Soa ingênuo e burocrático o arco de transformação de Hal Jordan em super-herói. Todo o começo do filme parece mais cumprimento de tabela do que de fato algo relevante a ser construído.</p>
<p align="justify">&#160;<em>Lanterna Verde </em>(<em>Green Lantern</em>, Martin Campbell &#8211; 2011) <em>- </em>**</p>
<p align="justify">
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/08/the-tree-of-life-poster.jpg"><img style="background-image:none;border-bottom:0;border-left:0;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:right;border-top:0;border-right:0;padding-top:0;" title="the-tree-of-life-poster" border="0" alt="the-tree-of-life-poster" align="right" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/08/the-tree-of-life-poster_thumb.jpg?w=164&#038;h=244" width="164" height="244" /></a>Depois de sofrer as mais terríveis provações e ter sido acusado de pecador por seus amigos, Jó finalmente ouve a voz de Deus em meio de uma tempestade. A voz divina, após passar por quase todo o <em>Livro de Jó</em> ausente das discussões dos personagens, volta-se para o protagonista e mostra para o servo toda a imensidão do poder cósmico que Deus possui. É justamente um trecho desse discurso, dessa exposição, que abre <em>A árvore da vida.</em> O tom do discurso divino se concentra na pequenez do homem; na criação do universo, no desenrolar dos anos o homem não esteve presente, apenas Deus testemunhou todos os acontecimentos possíveis e impossíveis. Assim, Jó se humilha, reconhecendo que ao homem não cabe o conhecimento acerca da vida e da criação. <em>A árvore da vida</em> parece se voltar para a compreensão que o personagem de Sean Penn tem da criação: ela é possível de ser percebida pelo homem ao longo de sua vida, de sua passagem ínfima pelo planeta. Ínfima, mas resultante de milhões de anos de evolução. Afinal, se tudo foi criado pelo sagrado, a conclusão mais óbvia é que o sagrado é perceptível e palpável nas menores e aparentemente menos significativas coisas. Se por um lado o filme pode soar arrastado, por outro se apresenta desde o início como algo que não rejeita a possibilidade do sagrado em sua organização narrativa, o que, nos tempos cínicos de hoje, é no mínimo interessante. </p>
<p align="justify"><em>A árvore da vida</em> (<em>The tree of life</em>, Terrence Malick&#160; &#8211; 2011) – ****</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/08/super-8-poster.jpg"><img style="background-image:none;border-bottom:0;border-left:0;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:left;border-top:0;border-right:0;padding-top:0;" title="super-8-poster" border="0" alt="super-8-poster" align="left" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/08/super-8-poster_thumb.jpg?w=164&#038;h=241" width="164" height="241" /></a></p>
<p align="justify"><em>Super 8</em> é um filme que emula com competência as produções dos anos 80 cujo <em>status </em>de clássico vem sendo forjado nos últimos anos [por motivos óbvios]. Há o clima de <em>Os goonies</em> que permeia as relações entre as crianças, mas há também o fato de o filme ser produto do agora. Assim, J. J. Abrams filma as explosões inevitáveis com uma câmera que lembra muito não os filmes de trinta, vinte anos atrás, mas aqueles do ano passado. Essa mescla de estilos resulta em um filme que sim, possui inúmeras cenas de ação com montagem dos anos 2000 mas também possui um intimismo sempre muito bem vindo. No final das contas, assim como <em><a href="http://luzcameraetesao.wordpress.com/2011/07/19/harry-potter-e-as-relquias-da-morte-parte-ii/">Harry Potter</a></em>, <em>Super 8</em> é um filme de passagem, é um filme sobre o contínuo processo de amadurecimento de seu protagonista. E é justamente por esse motivo [a delicadeza com a qual o protagonista é encarado] que os defeitos em relação a outros personagens soam tão mal; o contraste é enorme. Mas Elle Fanning e Joe Courtney carregam com segurança todos os acontecimentos da narrativa. </p>
<p align="justify"><em>Super 8</em> (Idem, J. J. Abrams &#8211; 2011) – ****</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luzcameraetesao.wordpress.com/518/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luzcameraetesao.wordpress.com/518/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luzcameraetesao.wordpress.com/518/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luzcameraetesao.wordpress.com/518/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/luzcameraetesao.wordpress.com/518/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/luzcameraetesao.wordpress.com/518/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/luzcameraetesao.wordpress.com/518/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/luzcameraetesao.wordpress.com/518/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luzcameraetesao.wordpress.com/518/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luzcameraetesao.wordpress.com/518/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luzcameraetesao.wordpress.com/518/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luzcameraetesao.wordpress.com/518/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luzcameraetesao.wordpress.com/518/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luzcameraetesao.wordpress.com/518/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luzcameraetesao.wordpress.com&amp;blog=8742701&amp;post=518&amp;subd=luzcameraetesao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Harry Potter e as Rel&#237;quias da Morte &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 20:36:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rômulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2004, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban realizou um salto de qualidade na adaptação dos livros de J. K. Rowling para o cinema. Depois de dois filmes absolutamente risíveis, Alfonso Cuarón fez de Azkaban mais do que simplesmente uma transposição burra que prezava a fidelidade dos acontecimentos [como fazia Chris Columbus]; o trabalho [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luzcameraetesao.wordpress.com&amp;blog=8742701&amp;post=508&amp;subd=luzcameraetesao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/07/harrypotter7_duel1.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;padding-top:0;border:0;" title="harrypotter7_duel" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/07/harrypotter7_duel_thumb1.jpg?w=644&#038;h=198" alt="harrypotter7_duel" width="644" height="198" border="0" /></a></p>
<p align="justify">Em 2004, <em>Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban </em>realizou um salto de qualidade na adaptação dos livros de J. K. Rowling para o cinema. Depois de dois filmes absolutamente risíveis, Alfonso Cuarón fez de <em>Azkaban</em> mais do que simplesmente uma transposição burra que prezava a fidelidade dos acontecimentos [como fazia Chris Columbus]; o trabalho de Cuarón revelou algo que estava de alguma forma escamoteado no texto de Rowling. Em <em>Azkaban</em> importa menos a noção de “aventuras em um mundo mágico” e mais o rito de passagem que essas aventuras representam. Nesse filme, Harry finalmente se porta – e é tratado – como alguém que passa da infância para a adolescência durante certos acontecimentos de sua vida.</p>
<p align="justify">Desde então, quatro outros filmes foram feitos. Somente no último, <em>Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II</em> volta-se a trabalhar Harry Potter como aquilo que é: um personagem. Uma pessoa. O protagonista. Em <em>Parte II</em> o rito de passagem consiste da transposição da adolescência para o mundo adulto. O mundo cruel, no qual amigos morrem porque é da natureza da vida. O mundo da responsabilidade de abraçar suas escolhas e consequências.</p>
<p><span id="more-508"></span></p>
<p align="justify">Se a decisão de dividir o sétimo livro em dois filmes mostrou-se no mínimo equivocada por conta de <em><a href="http://luzcameraetesao.wordpress.com/2010/11/22/harry-potter-e-as-relquias-da-morte-parte-1/">Parte I</a></em> ser arrastado e investir em personagens que foram deixados no nada em seis filmes anteriores, é justamente essa divisão que aumenta a qualidade de <em>Parte II</em>. O filme é relativo a cerca de 1/3 do livro de Rowling, que não se alonga tanto em batalhas, preferindo muito mais elucidar pontas soltas e explicar o funcionamento das Relíquias Mortais. David Yates e Steve Kloves [diretor e roteirista, respectivamente], por outro lado, passam rapidamente por essas explicações e se voltam mais para a ação destruidora [e, por isso, purificadora] de Hogwarts e, principalmente, para a postura de Harry ao aceitar suas escolhas, seu destino.</p>
<p align="justify">Livres do ritmo lento imposto no filme anterior, diretor e roteirista tratam de algo que transcende a simples aventura [como em <em>Azkaban</em>]. Harry Potter tem que aceitar a própria mortalidade – e é somente ao fazê-lo que a vitória sobre o Mal se torna possível. O tratamento dado tanto pela direção quanto pelo roteiro encaram essa aceitação como um amadurecimento necessário. Quando finalmente vê a verdade sobre Snape e a verdade sobre si mesmo, após um processo de reflexão sobre sua conexão com Voldemort, é que Harry aceita suas responsabilidades e percebe que por sua morte é que ocorre a destruição do mal, o que caracteriza um rito de passagem clássico. E se torna um alívio perceber que Daniel Radcliffe volta a ter confiança em si e no personagem e finalmente, depois de <em>Azkaban</em>, demonstra ser um ator e não apenas um declamador de falas.</p>
<p align="justify">No entanto, o filme ainda tem alguns problemas como o rejuvenescimento/evelhecimento dos atores e, principalmente, a inutilidade e mau gosto da sequência do “céu”. Yates e a equipe visual banham tudo de um branco que indiscerne quase que totalmente o cenário. Dumbledore surge como um deus cristão mal feito. O principal problema, aqui, é a inutilidade da cena. Se no livro Rowling se utilizava desse trecho para explicar paciente e explicitamente ao leitor, Yates e Kloves trazem a passagem apenas para que um personagem querido dê as caras.</p>
<p align="justify">Retomando feitiços, passagens, enquadramentos e personagens dos outros filmes [<em>Aresto Momentum</em>, a ponte que dá para uma parte da floresta, a escada da torre de astronomia, o campo de quadribol…] e com uma atuação linda de praticamente todo o elenco, <em>Harry Potter e as relíquias mortais – Parte II</em> encerra de forma digna, satisfatória e coesa uma série que se mostrou profundamente irregular.</p>
<p align="justify">
<p align="justify"><em>Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II</em> (<em>Harry Potter and the Deathly Hallows – Part II</em>, David Yates &#8211; 2011) – ****</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luzcameraetesao.wordpress.com/508/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luzcameraetesao.wordpress.com/508/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luzcameraetesao.wordpress.com/508/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luzcameraetesao.wordpress.com/508/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/luzcameraetesao.wordpress.com/508/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/luzcameraetesao.wordpress.com/508/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/luzcameraetesao.wordpress.com/508/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/luzcameraetesao.wordpress.com/508/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luzcameraetesao.wordpress.com/508/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luzcameraetesao.wordpress.com/508/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luzcameraetesao.wordpress.com/508/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luzcameraetesao.wordpress.com/508/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luzcameraetesao.wordpress.com/508/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luzcameraetesao.wordpress.com/508/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luzcameraetesao.wordpress.com&amp;blog=8742701&amp;post=508&amp;subd=luzcameraetesao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Kung Fu Panda 2</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jul 2011 18:51:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rahru</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Kung Fu Panda 2, Po (Jack Black) já é um grande lutador de kung fu e é capaz de uma boa porção de “show-de-bolices”. (Achei bem simpática a saída dos tradutores para “awesomeness”). Por conta dessa mudança em relação ao filme anterior, a irreverência aqui muda de valor. Se antes, fazia sentido que Po [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luzcameraetesao.wordpress.com&amp;blog=8742701&amp;post=498&amp;subd=luzcameraetesao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/07/kung-fu-shen.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-499" title="kung fu shen" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/07/kung-fu-shen.jpg?w=600" alt=""   /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Em <strong>Kung Fu Panda 2</strong>, Po (Jack Black) já é um grande lutador de kung fu e é capaz de uma boa porção de “show-de-bolices”. (Achei bem simpática a saída dos tradutores para “<em>awesomeness</em>”). Por conta dessa mudança em relação ao filme anterior, a irreverência aqui muda de valor. Se antes, fazia sentido que Po reagisse com um cômico pasmo às doutrinas da arte marcial, aqui, ele está consideravelmente inteirado.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span id="more-498"></span>Porém, o tom não muda muito. Isto é previsível, pois a fórmula anterior funcionou nas bilheterias, mas as implicações são outras. Com o maior entrosamento do panda no muindo do kung fu e com o novo enredo, há uma divisão de discursos. Há o tradicional, que valoriza antigo e o natural, e o tecnicista, encabeçado pelo pavão branco Shen (Gary Oldman, soberbo), que usa armas de fogo e dominação pela força. Se a tecnofobia é óbvia num filme que emula tradições orientais, é curioso que o outro lado do conflito seja constantemente ridicularizado – vide cenas como o salto dos oito heróis, o discurso no canal e o questionamento do vilão sobre os traumas pelos quais passaram. Para resumir, a solenidade que não tem espaço integral em quase instante algum – salvo a dança da gota de chuva.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Como resultado, o roteiro alcança o máximo de despretensão e de desapego. Uma boa prova está na própria condução da trama: em poucos minutos, Shi Fu (Dustin Hoffmann) já lançou os Cinco Furiosos e o Guerreiro Dragão para vencer Shen e salvar o kung fu, sem perder muito tempo apresentando o antagonista e as particularides da missão. Até mesmo o clímax acaba tragado, pois Shen é muito rapidamente encontrado, escapa, é reencontrado e se safa de novo – até aí, mal se passou metade da projeção. Nos arrasa-quarteirões de hoje em dia, a palavra de ordem é alongar situações (para parecer que muitas coisas estão acontecendo), mas <strong>Kung Fu Panda 2</strong> arrebenta esse hábito. As cenas de ação são bem plantadas ao longo do filme, e ficam no tenso, mas satisfatório limite da vertigem: são rápidas mas dá para curtir. A velocidade é a palavra-chave aqui, e torna a animação confusa de um modo peculiarmente prazeroso. Não há acontecimentos demais mas, sim, uma quantidade adequada, encadeada com um frenesi que soa mais como sucintez.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A correria, claro, também é usada para fins menos nobres, como sobrevoar uma porção de piadas fracas e repetitivas e ocultar informações praticamente reveladas muito antes do tempo proposto pelo roteiro. Curioso também que um filme que aposta em uma beleza quase plana (as animações em 2D e panorâmicas distantes, sem muita profundidade) seja convertido para o 3D, já que a técnica encontra justificativa em pouquíssimos momentos – um exemplo é o clímax (de verdade) com os canhões. Este é um ótimo jeito de terminar, pois faz sentir a placidez em um filme que tira bons frutos da histeria.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/07/dew-splash.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-500" title="dew splash" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/07/dew-splash.jpg?w=600&#038;h=58" alt="" width="600" height="58" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><em>7 gotas de orvalho em 10.</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><em><strong>(Kung Fu Panda 2, 2011, EUA. Dir.: Jennifer Yuh. 91 minutos.)</strong></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luzcameraetesao.wordpress.com/498/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luzcameraetesao.wordpress.com/498/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luzcameraetesao.wordpress.com/498/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luzcameraetesao.wordpress.com/498/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/luzcameraetesao.wordpress.com/498/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/luzcameraetesao.wordpress.com/498/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/luzcameraetesao.wordpress.com/498/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/luzcameraetesao.wordpress.com/498/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luzcameraetesao.wordpress.com/498/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luzcameraetesao.wordpress.com/498/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luzcameraetesao.wordpress.com/498/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luzcameraetesao.wordpress.com/498/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luzcameraetesao.wordpress.com/498/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luzcameraetesao.wordpress.com/498/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luzcameraetesao.wordpress.com&amp;blog=8742701&amp;post=498&amp;subd=luzcameraetesao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Meia-noite em Paris</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 17:54:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rômulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Inúmeras imagens de Paris constituem a abertura de Meia-noite em Paris. Inúmeras imagens da cidade-luz. Da cidade do amor. De um dos mais inspirados lugares do mundo. O que Woody Allen faz com a cidade no filme, no entanto, é uma reflexão dupla: ao mesmo tempo que de fato mostra Paris de uma forma apaixonante, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luzcameraetesao.wordpress.com&amp;blog=8742701&amp;post=494&amp;subd=luzcameraetesao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/06/midnight-in-paris-poster.jpg"><img style="background-image:none;border-bottom:0;border-left:0;padding-left:0;padding-right:0;display:block;float:none;margin-left:auto;border-top:0;margin-right:auto;border-right:0;padding-top:0;" title="MIDNIGHT-IN-PARIS-poster" border="0" alt="MIDNIGHT-IN-PARIS-poster" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/06/midnight-in-paris-poster_thumb.jpg?w=542&#038;h=772" width="542" height="772" /></a></p>
<p align="justify">Inúmeras imagens de Paris constituem a abertura de <em>Meia-noite em Paris</em>. Inúmeras imagens da cidade-luz. Da cidade do amor. De um dos mais inspirados lugares do mundo. O que Woody Allen faz com a cidade no filme, no entanto, é uma reflexão dupla: ao mesmo tempo que de fato mostra Paris de uma forma apaixonante, desconstrói as idealizações que o espectador pode ter sobre outros lugares/tempos que não seu próprio presente.</p>
<div align="justify"><span id="more-494"></span></div>
<p align="justify">De alguma forma, o novo filme de Allen dialoga com <em><a href="http://luzcameraetesao.wordpress.com/2010/06/02/tudo-pode-dar-certo/">Tudo pode dar certo</a></em>. Se lá o diretor partia da aceitação do minimamente satisfatório para as possibilidades de uma existência feliz, aqui o ponto de partida é a nostalgia que os personagens sentem e a insatisfação com as situações nas quais se encontram. Gil Pender é um roteirista que tem certeza que seria feliz se fosse um autor de romances e vivesse na Paris da década de 1920, quando as vanguardas se encontram na capital francesa. Por uma razão desconhecida, Pender é transportado justamente para a época de seu desejo. Lá encontra Hemingway, que lhe dá conselhos amorosos, Gertrude Stein, que lê seu romance inacabado a fim de lhe dar sugestões, Luis Buñuel, a quem sugere o <em>plot</em> de <em>O Anjo Exterminador</em> e, finalmente, Adriana, uma estudante de moda que também é amante de Picasso .</p>
<p align="justify">Pender começa a alternar, então, os dias enfadonhos com sua noiva [que se sente atraída por um pedante ex-professor] passados em intermináveis compras de decoração com as noites fervilhantes de encontros com seus ídolos. Ao longo de suas noitadas, Pender estabelece uma relação afetuosa com Adriana, que lhe confessa sua instatisfação com a década de 1920, bem como sua idealização com a década de 1890. Posteriormente, tanto Pender quanto Adriana são transportados para essa época e lá encontram Gauguin e Degas, que sonham com a Renascença. É aí, então, que está o ponto do filme. Como o professor [vivido com humanidade surpreendente por Michael Sheen] diz em certo ponto do filme, a nostalgia pode ser fruto, dentre outras coisas, da insatisfação com o presente e de uma idealização excessiva do passado. E isso não é característica fundamental de agora. A idealização em excesso nada mais faz do que cegar para as coisas interessantes que podem existir no presente, como uma vendedora francesa extremamente atenciosa. Assim, Allen vai lentamente mostrando que, para as gerações posteriores, a Renascença, a Bélle Epoque, a década de 1920, a Paris atual [para o espectador] são somente sonhos. Importantes, em certa medida, mas que desfocam nosso olhar da fruição possível do presente.</p>
<p>&#160;</p>
<p><em>Meia-noite em Paris</em> (<em>Midnight in Paris</em>, Woody Allen &#8211; 2011) – ****</p>
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		<title>X-men</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jun 2011 19:19:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rômulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu era criança, minha atenção em relação aos super-heróis se voltava mais ao Homem-aranha e ao Batman. Posteriormente, quando comecei a entrar na adolescência, travei o primeiro contato com os X-men. Achei interessante o conceito de equipe [que me parecia um tanto diferente d’Os vingadores], os vilões, os personagens. Na verdade, à epoca as [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luzcameraetesao.wordpress.com&amp;blog=8742701&amp;post=481&amp;subd=luzcameraetesao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/06/39180x_men2.jpg"><img style="display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;border-width:0;" title="39180-x_men" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/06/39180x_men_thumb2.jpg?w=704&#038;h=274" alt="39180-x_men" width="704" height="274" border="0" /></a></p>
<p align="justify">Quando eu era criança, minha atenção em relação aos super-heróis se voltava mais ao Homem-aranha e ao Batman. Posteriormente, quando comecei a entrar na adolescência, travei o primeiro contato com os X-men. Achei interessante o conceito de equipe [que me parecia um tanto diferente d’Os vingadores], os vilões, os personagens. Na verdade, à epoca as coisas se dividiam, para mim, entre divertidas ou não divertidas. Nos últimos cinco anos comecei a caçar as publicações na internet e acabei baixando boa parte da narrativa dos X-men. Li desde a volta das Guerras Secretas, passando pelo Massacre de Mutantes e Inferno até o surgimento de Cassandra Nova e a morte de Jean Grey causada por Magneto. E digo: os X-men são meus heróis favoritos.</p>
<p><span id="more-481"></span></p>
<p align="justify">Mesmo quando os arcos são profundamente irregulares [Massacre], há algo que me atrai nos mutantes. São poderosos, viajam ‘N’ dimensões, impedem do fim da galáxia. Mas, no fundo, quando voltam à Terra e são confrontados com a sociedade, os X-men deixam entrever suas feridas mais profundas, seus desejos mais ardentes de simplesmente pertencer. E é por isso que não importam Mojo, Rapina, Rei das Sombras. Os arcos mais interessantes, mais complexos e que melhor dão conta dos personagens são aqueles que envolvem a tentativa dos X-men em salvar uma humanidade que os despreza. A tensão entre a imensidão do poder da equipe e o preconceito que ela sofre por parte da sociedade é, em última instância, o que move a narrativa. Isso acontece tanto nas HQs quanto nas narrativas cinematográficas.</p>
<p align="justify">Os dois primeiros filmes dirigidos por Bryan Singer se voltam exatamente a isso. Embora haja, aqui e ali, certos tropeços no roteiro [principalmente no primeiro, que ignora boa parte dos personagens], o cerne das narrativas é justamente a representação dos mutantes como alegoria das minorias existentes no mundo. Há cenas particularmente notáveis, como a de <em>X-men 2 </em>na qual Bobby Drake [o Homem de Gelo] “sai do armário” para sua família e ouve de sua mãe ‘Have you ever tried&#8230; not being a mutant?’. Mesmo no irregular <em>X-men – O confronto final</em>, as melhores cenas são aquelas que dão conta dessa representação da diferença.</p>
<p align="justify">O que nos traz a <em>X-men: Primeira Classe</em>, que abraça sem pudores essa representação. Soando como uma narrativa de vingança, o filme de Matthew Vaughn também tem sua parcela de equívocos [os capangas inexpressivos, a mão pesada de Vaughn ao tratar os adolescentes], mas há uma série de ótimas sequências, um roteiro que consegue, ao menos, tornar mais complexos os personagens que serão vistos posteriormente [toda a sequência na qual Xavier ajuda os mutantes a compreender seus poderes é linda porque mostra como, de fato, ele é o Professor por natureza] e um elenco interessantíssimo. Assim, se <em>Primeira Classe</em> é um filme um pouco irregular, ao menos Vaugh coloca a série nos trilhos certos depois do pavoroso <em>X-men Origens: Wolverine.</em></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><em>X-men: O filme</em> [<em>X-men</em> – Bryan Singer, 2000] – ****</p>
<p align="justify"><em>X-men 2</em> [<em>X2</em> – Bryan Singer, 2003] – *****</p>
<p align="justify"><em>X-men – O confronto final</em> [<em>X-men: The last stand</em> – Brett Ratner, 2006] – ***</p>
<p align="justify"><em>X-men Origens: Wolverine</em> [<em>X-men Origins: Wolverine</em> – Gavin Hood, 2009] – *</p>
<p align="justify"><em>X-men: Primeira Classe</em> [<em>X-men: First Class</em> – Matthew Vaugh, 2011] – ***½</p>
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		<title>Bastardos Inglórios</title>
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		<pubDate>Fri, 06 May 2011 20:13:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rahru</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2010]]></category>

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		<description><![CDATA[Pobre Coronel Hans Landa. Pensava ele estar inserido na Segunda Guerra Mundial que se conhece hoje em dia, algo relativamente próximo do que se sabia à época. Ele poderia não ser um dos grandes líderes, mas possuía intelecto avantajado o bastante para bolar um plano que traria o fim da guerra e benefícios para si [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luzcameraetesao.wordpress.com&amp;blog=8742701&amp;post=470&amp;subd=luzcameraetesao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/05/basterds.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-473" title="basterds" src="http://luzcameraetesao.files.wordpress.com/2011/05/basterds.jpg?w=600" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Pobre Coronel Hans Landa. Pensava ele estar inserido na Segunda Guerra Mundial que se conhece hoje em dia, algo relativamente próximo do que se sabia à época. Ele poderia não ser um dos grandes líderes, mas possuía intelecto avantajado o bastante para bolar um plano que traria o fim da guerra e benefícios para si próprio. Entre suas outras provas caricatas de intelecto, o gosto pela prolixidade, a fluência em mais de duas línguas, o racionalismo impecável, a calma e a lucidez. Porém, ele se engana ao apregoar algo que considera essencial: a capacidade de se colocar no lugar de um judeu despido de toda dignidade para sobreviver. Ele definitivamente não consegue se colocar como <em>vítima</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-470"></span>Em alguns minutos de projeção já é possível notar que Quentin Tarantino tem todo o seu interesse voltado para a inversão desse papel, estabelecendo os judeus como agressores de nazistas. A posição avantajada do cineasta e do espectador já está sólida, digamos, na cena de apresentação dos Bastardos, mas só colherá frutos mais adiante, quando Landa sai de suas atividades programadas e projeta sua própria versão da História. É então que fica claro que Tarantino está, de fato, muito atento para o conflito real, pois o Coronel também está. O segundo pode não prever tudo, mas, também, pouco lhe importa, já que julga ter a situação sob o controle de suas rédeas racionais. O primeiro, por outro lado, concorda em um ponto com seu personagem (sorrindo maliciosamente para a plateia): o que o filme mostrará não consta nos livros e na Wikipédia.</p>
<p style="text-align:justify;">De certo modo, essa predisposição sutilmente Coeniana de acompanhar seus personagens com uma lupa que casualmente os incinera é simples. Tal aspecto pode ser creditado à metalinguagem que já associara o poder destrutivo do <em>kino</em> às possibilidades (re)construtivas de um imaginário histórico-factual, como não mais que um desdobramento óbvio. Landa seria uma figura incapaz de entender sua função naquele universo. Entretanto, acho válido estudar um personagem tão fascinante seguindo uma perspectiva diferente da do vilão surpreendentemente tornado vítima. Do modo como vejo, simplesmente por ser um personagem de Tarantino e achar que é um personagem histórico, ele já tinha sua vitimização garantida muito antes de oferecer a testa à catarse da suástica sangrenta. <strong>Bastardos Inglórios</strong>, afinal, ficcionaliza radicalmente (nesse caso, pode-se dizer que purifica) o registro cinematográfico da Segunda Guerra Mundial.</p>
<p><strong><em>(Inglorious Basterds, 2009, EUA. Dir.: Quentin Tarantino. Duração: 153 min.)</em></strong></p>
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