Mãe!

outubro 12, 2017 Deixe um comentário

LCeT - Mother!

Muito se falou sobre a natureza alegórica e os significados plurais que Darren Aronofsky imprimiu ou deixou abertos à interpretação em Mãe! Igualmente abundantes foram os relatos de experiências intensas e fortes sensações que o filme provocou em diversos espectadores. A parte mais lamentável é que essas duas frentes, a emotiva e a intelectual, dependem de uma predisposição ou de um envolvimento sem o qual sobra bem pouco a se apreciar. Não foi dessa vez. Subjetivamente, achei enfadonho, e objetivamente, pobre.

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Ao Cair da Noite

setembro 15, 2017 Deixe um comentário

LCeT - It Comes At Night

As relações filiais que vemos com maior frequência são focadas no passado: personagens normalmente jovens ou adultos que se encontram de alguma forma presos ao que seus pais, avós ou antepassados foram ou fizeram, e buscam, a todo custo, seguir em frente através de caminhos próprios. É por isso que o impacto da fantástica alegoria de Ao Cair da Noite é tão forte. No horror dramático de Trey Edward Shults, essa dinâmica é invertida com enorme efeito.

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O Estranho Que Nós Amamos

setembro 2, 2017 Deixe um comentário

LCeT - The Beguiled

O que torna O Estranho Que Nós Amamos um dos grandes filmes do ano (e dos últimos anos, e da década, etc.) está muito além dos elementos mais assimiláveis de seu discurso. Por um lado, é fato que a força das situações, dos diálogos, das cenas e das imagens explode em significantes e significados feministas, versando sobre a virulência do machismo, as desuniões que assolam as mulheres e o poder da sororidade. Mas o que realmente traz à tona as potências mais impressionantes é a desconstrução da ideia do feminino que se desenha ao longo da narrativa.

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Dunkirk

agosto 31, 2017 Deixe um comentário

LCeT - Dunkirk

Agora, algumas semanas após a estreia, já nem lembro em que grau Dunkirk foi vendido e recebido como revolucionário. Nem importa. Inclusive, é ótimo para escapar de todas as vozes ensurdecedoras envolvidas no lançamento, que provavelmente não mediram panegíricos. Fica mais fácil enxergar o resultado final como um simples filme de guerra com características tradicionais, qualidades e defeitos.

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Planeta dos Macacos: A Guerra

agosto 10, 2017 Deixe um comentário

LCeT - War For the Planet of the Apes

Chega a ser difícil apontar o que é mais impressionante em Planeta dos Macacos: A Guerra. São tantos aspectos bem trabalhados na produção que todos merecem ao menos uma menção como parte do sucesso. Como o encerramento de uma trilogia boa – A Origem teve uma trama simples e eficaz, enquanto o formulaico O Confronto simplificou até demais apesar de um belo trabalho de direção -, o filme pesca pontos narrativos e temáticos importantes dos longas anteriores e os elabora com precisão na trajetória do chimpanzé Caesar (Andy Serkis).

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Em Ritmo de Fuga

agosto 7, 2017 Deixe um comentário

LCeT - Baby Driver

Edgar Wright ficou conhecido por uma estilização extrema, tramas absurdas e uma inesgotável verve cômica, mas existe algo no cerne de seus filmes que escapa a essas características. Baby Driver passa longe do surrealismo berrante de Scott Pilgrim Contra o Mundo, em nada lembra os desvarios de Chumbo Grosso e passa longe dos gêneros fantásticos que adornavam Todo Mundo Quase Morto Heróis de Ressaca. Mais intrigante ainda é que o senso de humor do cineasta, ainda que presente, também está muito amenizado nessa nova obra, que pode tranquilamente ser resumida como uma fita de ação. Mas nada disso impede de reconhecer sua assinatura, pois estamos diante de mais um exemplar do que podemos chamar de protagonistas Wrightianos.

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Corpo Elétrico

agosto 1, 2017 Deixe um comentário

LCeT - Corpo Elétrico

Corpo Elétrico opta por uma dramaturgia bastante inusitada. Sua premissa empresta elementos da narrativa coming-of-age sem se apoiar nesse formato, já que se foca num período curto e, mais importante, trata não de processos de amadurecimento, mas dos pontos de virada na vida de Elias (Kelner Macêdo). Já com 23 anos, ele vive sozinho, tem seu trabalho, paga suas contas e tem sua sexualidade bem resolvida, surgindo de cara como alguém que já passou pelas rupturas da infância e da adolescência. Até mesmo a quase absoluta ausência de menções ao passado do protagonista reforça que o filme não tem como foco a transição de experiências. O que parece ser a questão central aqui é um turbilhão de juventude, um movimento frenético que parece não levar a lugar algum. Uma encruzilhada.

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